quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

C.L.




Hoje eu acordei com um sentimento estranho.
Foi difícil para adormecer ontem à noite pois eu estava Perto do Coração Selvagem.Ao despertar, olho para O Lustre que iluminava A Cidade Sitiada através da janela.
Não gosto de comer pela manhã, sinto como se houvesse borboletas em meu estômago, mas sei que preciso.Observo A Maçã no Escuro que Será o meu breakfast hoje.
Enquanto faço minha primeira refeição relembro A Paixão Segundo G. H., uma pessoa querida.Toda aquela história maluca que eu ouvira na noite anterior seria mesmo Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres somente? Não sei, não sei. Essa vida pós - moderna é assustadora. Todos são completamente livres e ao mesmo tempo completamente escravos de si mesmo e da vaidade; não sabem o que fazer. Tá, sou livre, que maravilha!! Mas o que faço agora? O que vem depois?
Às vezes, sinto -me como uma água - viva em pleno oceano. Totalmente livre, mas será que eu quero queimar alguém? Ou simplesmente nadar nas águas profundas?
Muitos estão vivos, mas poucos vivem. Os muitos precisam de Um Sopro de Vida (Pulsações talvez) para saber o que fazer com a tal liberdade. Lembre -se que todas as coisas me são lícitas, mas nem todas me convêm.
Isso me faz lembrar de Alguns Contos que eu ouvi na minha infância, contados pelo meu amado avô, o que estreitava ainda mais os Laços de Família.Ele falava sobre A Legião Estrangeira que veio em busca da Felicidade Clandestina. Enquanto eu ouvia as suas histórias atentamente, eu também observava aquele quadro na parede, nada mais era A Imitação da Rosa. Era lindo demais! Tão lindo que Onde Estivestes de Noite, tu terias A Visão do Esplendor que aquele quadro refulgia, parecia que era proposital, Para Não Esquecer a sua imagem.
A Maçã acabou, o fruto pecaminoso daquela manhã estava consumido.O pecado estava intimamente ligado À Vida íntima de Laura, uma garota que conheci no colégio, cujo "whereabouts", desconheço hoje.Sua mãe, A Mulher que Matou os Peixes do aquário com detergente, nunca dera atenção para ela, por isso eu compreendia tamanha rebeldia.Era Quase de Verdade o ódio que ela tinha pela mãe, exceto pelo fato de serem idênticas e ao mesmo tempo totalmente diferentes.Por isso, ela a amava, sem a ciência da mãe, é claro.
Certa vez, Laura e eu assistimos à Bela e a Fera. Ela chorara como criança e nunca mais falou sobre isso comigo.Mudou de assunto e começu a falar sobre A Descoberta do Mundo e de como Nasceram as Estrelas. Ouvi atentamente, sem questionar. Declarou sofismas e eu agüentei tudo, porque eu ainda estava Aprendendo a Viver. A Laura; já sabia tudo (ou quase), a vida a ensinara bem cedo e por isso ela fazia Outros Escritos.Um dia pediu minha ajuda, queria publicá- los, mas tinha que ser em um Correio Feminino, senão teria vergonha.Eu disse a ela que não existia correio com sexo definido.Mais uma vez, ela desabou a chorar e disse que queria que as pessoas lessem seus escritos e dizia também: " Só para Mulheres, Minhas Queridas."
Ainda não sei o que foi feito com os escritos nem com a Laura.


08h15. Preciso ir para a Universidade.
As sementes da maçã repousam sobre a toalha de mesa.




5 comentários:

Skill idiomas disse...

Puxa, Vi, você escreve muito bem!
É sensível, detalhista, expressa muito bem os seus sentimentos, realmente tem traços artísticos e sensibilidade que nos permite visualizar as cenas!
Muito bom! Parabéns!!
Beijos da amiga Nê

Prates disse...

que carinha de brava nessa foto

Prates disse...

que carinha de brava nessa foto

V. disse...

Hum, não é bem brava...
É mais ou menos assim: quero estudar, você não deixa..sabe?

By the way, quem é você?

Vivian disse...

O texto é composto por títulos de Clarice.

http://i470.photobucket.com/albums/rr65/srmpp/lilas.jpg

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