domingo, 29 de novembro de 2009

19 de Abril de 2008

Perdi alguma coisa que me era essencial, que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar, mas que fazia de mim um tripé (in) estável...

Dança...




Verdadeiramente a conversa só começou lá por volta de meia-noite, depois de bebermos umas doses de whisky. O mestrado, o casamento, a carreira, a anti-ética, boatos do pai de um ex-aluno, (boatos exprimindo mais os nossos desejos do que as realidades)alguns livros. O restaurante caro estava cheio, mas parecia não haver ninguém ao nosso redor.
-Foi a única coisa grandiosa da minha vida. Não porque me sentisse apaixonada, ele também não se apaixonara por mim. ( Descobrimos depois que era o amor que estava nos fazendo companhia há um certo tempo, talvez uns pares de horas já). Mas era bom, aquilo poderia ter prosegguido por muito tempo. E foi somente por dever que renunciamos. Por medo também.Bonito, heróico, hein?Ainda hoje me parece espantoso, um indivíduo como eu! mas é verdade! E o mais incrível é que nenhum de nós se sentia em pecado, compreendes? Eu ria ao ouvir a palavra pecado de um quase ex-futuro padre.
-Cansaram-se um do outro?
-Não, pelo contrário. E ficaram muitas coisas incompletas. Por exemplo, só ontem me lembrei que nunca cheguei lhe beijar os joelhos...

Também lembrei que a primeira vez que tive a certeza que o amara foi quando dançamos.
Aquela dança ao som de Chico Buarque... ou seria outro???


Aventuras...

...Porque os dois eram incapazes de se libertar peloamor, porque aceitava sucumbida o próprio medo de sofrer, sua incapacidade de conduzir-se além da fronteira da revolta.
Tudo o que é forma de vida procuro afastar.Tento isolar-me para encontrar a vida em si mesma.

Choro, choro... a saudade dói, mais que cólica renal.

A voz não aparece mais e o que resta é Bolor...tudo é bolor...

Os versos
que te digam
a pobreza que somos
o bolor
nas paredes
deste quarto deserto
os rostos a apagar-se
num frémito do espelho
e o leito desmanchado
o peito aberto
a que chamaste amor
(Carlos de Oliveira)

Meu peito ainda está aberto e sangra. Apesar disso, aprendi a estar sozinha. Humberto talvez esteja antecipando este blog em seu BOLOR, mas estou à frente dele. Ele escreve na tentativa de encher os momentos em que é obrigado a estar sozinho; eu escrevo porque sei e gosto de estar sozinha.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

TCC

Amigos,
é com muito alegria que venho convidá-los para a apresentação do meu TCC. Depois de um ano trabalhoso e muitas horas sem dormir, finalmente, concluo meu curso de graduação em Letras.É um momento único e sua presença será um presente para mim.Para os que estão longe, quero que saibam o quanto vocês são especiais e como eu gostaria de tê-los aqui.Para os que estão perto, adoraria ver vocês lá.O tema será na área de Linguística Aplicada; e o título: Escolhas Lexicais e Ideologia de Gênero em Revistas Femininas.A apresentação será no dia 01/12, terça-feira, Às 19h, no departamento de Ciências Sociais e Letras da UNITAU.
Um grande abraço a todos!

http://i470.photobucket.com/albums/rr65/srmpp/lilas.jpg

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